segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Nomeado para o óscar de filme de animação, curta metragem, "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore," é uma autêntica delícia em 13 minutos. Sem texto mas com uma grande qualidade de argumento, imagem e som, leva-nos para um mundo fantástico na companhia dos livros.

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

1452 - A propósito da comemoração do dia internacional da memória do holocausto

Deus vem a público

Deus vem a público, de António Marujo, é para mim uma curiosidade que não resistirei a comprar e a ler logo que possível. Este é um livro que contém uma seleção de entrevistas sobre fé/Deus/religião que António Marujo foi fazendo a diversas personalidades ao longo dos 20 anos que leva como jornalista de "O público".

 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

1450 - Uma "viagem" a outros tempos

Ontem visitei uma escola do 1º ciclo!

Ao contrário de muitas outras que acabam por ser todas mais ou menos iguais com mais ou menos salas de aulas, refeitórios e recreios, esta tinha uma pequena quinta e um galinheiro!

Pois, um galinheiro! os ovos são incubados na biblioteca através de uma incubadora elétrica sendo que os alunos podem acompanhar todo o processo e podem investigar a vida das galinhas e dos pintos.
Depois os pintos vão para o galinheiro e o meninos também investigam qual será a alimentação melhor para as galinhas...

Depois há também uma pequena horta de qual os alunos cuidam.

confesso que adorei e percepcionei que há já muitos anos que não entrava num galinheiro e não sentia o "cheiro" de galinhas...

Imagine-se o que se passa com estas novas e sucessivas gerações...
Bendita escola que permite que os alunos aprendam sem ser apenas teorias, teorias, teorias... Deve ser mesmo chato ser aluno em determinadas escolas em que nada acontece!  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1449 - o tempo, sempre o tempo

Há alturas em que tudo parece concentrar-se, dando a ideia de que o tempo não é todo igual, tendo este sequências qualitativamente diferentes...

Esta gestão e vivência do tempo acaba por ser uma "arte" e uma aprendizagem nunca completamente feita.

Se bem que, por agora, me ocupo da gestão do tempo futuro, tal a dimensão e a torrente das tarefas que me ocupam a mente por este dias, também me gosto de rever neste texto do Chico Buarque

Vou
Uma vez mais
Correr atrás
De todo o meu tempo perdido
Quem sabe, está guardado
Num relógio escondido por quem
Nem avalia o tempo que tem
Ou
Alguém o achou
Examinou
Julgou um tempo sem sentido
Quem sabe, foi usado
E está arrependido o ladrão
Que andou vivendo com o meu quinhão
Ou dorme num arquivo
Um pedaço de vida, vida
A vida que eu não gozei
Eu não respirei
Eu não existia
Mas eu estava vivo
Vivo, vivo
O tempo escorreu
O tempo era meu
E apenas queria
Haver de volta
Cada minuto que passou sem mim
Sim
Encontro enfim
Iguais a mim
Outras pessoas aturdidas
Descubro que são muitas
As horas dessas vidas que estão
Talvez postas em leilão
São
Mais de um milhão
Uma legião
Um carrilhão de horas vivas
Quem sabe, dobram juntas
As dores coletivas, quiçá
No canto mais pungente que há
Ou dançam numa torre
As nossas sobrevidas
Vidas, vidas
A se encantar
A se combinar
Em vidas futuras
E vão tomando porres
Porres, porres
Morrem de rir
Mas morrem de rir
Naquelas alturas
Pois sabem que não volta jamais
Um tempo que passou

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O prazer de ler !

O vídeo abaixo é uma pequena maravilha e contém excertos dos seguintes filmes ou séries: Seinfeld, Sesame Street, Disney’s Beauty and the Beast, The Golden Girls, No Man of Her Own, The Shawshank Redemption, Philadelphia Story, Philadelphia, Harry and the Hendersons, Party Girl, Ghostbusters, Clean Shaven, Phineas and Ferb, The Music Man, Mr. Bean, Shadow of a Doubt, The Breakfast Club, Only Two Can Play, Harold and Kumar Escape from Guantanamo Bay, Star Trek: The Animated Series, Twisted Nerve, The Man Who Never Was, Indiana Jones and the Last Crusade, JAG, The FBI Story, On the Wings of Desire, Se7en, Harry Potter, With Honors, All the President’s Men, Strike Up the Band.

Post baseado no blogue

1446 - Viagem a Ítaca

Já partilhei este poema, na sua versão texto. Não podia deixar de o fazer de novo ao ter descoberto esta fabulosa versão vídeo.




Sempre tive pressa de chegar ao meu destino, quis sempre que o longe fosse aqui e já. Começo a compreender que a pressa de chegar nos impede de saborear as paragens nos "portos" que vão surgindo no nosso caminho de modo a podermos saborear as paisagens e descobrir todos os usos e costumes dessas terras onde aportamos.
De facto, começo a perceber que tendo Ítaca no meu horizonte não devo passar em branco a beleza da jornada e o valor de toda a carga que passaremos a levar connosco para a cidade que sempre desejámos.

Desejar que o caminho seja longo... por acaso já senti esse desejo em paragens em alguns "portos" onde desejei eternizar o momento.

Neste viagem que já levo de à muito, gabo-me é de uma coisa: nunca tive medo de monstros e como tal nunca os encontrei! desconheço o seu ar aterrorizador. Pelo sim e pelo não, talvez seja bom amarrar-me ao mastro do navio! estarei mais seguro assim!

sábado, 14 de janeiro de 2012

O prazer da promoção da leitura

Absolutamente tocante o vídeo abaixo.Sei bem o que aquela professora sente! tive o grato privilégio de visitar uma escola pública nos arredores de Maputo em 2001 quando fui convidado pelo Ex-DEB (atual DGIDC) para fazer formação aos professores da África Austral a trabalhar em escolas de currículo Português

Ver 60 meninos numa sala de aula impressiona qualquer um!
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A day in the life of a teacher in Kibera shanty town in Nairobi, Kenya. Despite unbelievable odds, Irene is dedicated to her students' education. She participated in our Tinga Tinga Tales Early Childhood Development Programme and has a renewed love of teaching. Watch her inspiring story here.

1445 - Rema, rema

















Têm sido dias muito intensos, cheios de trabalho e sempre numa corrida de cá para lá e de lá para cá...

Felizmente que a baía do Seixal e o sempre lindo rio Tejo nos servem de refrigero nesta lufa, lufa...

Ontem tive a oportunidade de almoçar com um grupo de colegas após uma reunião de trabalho. O reflexo das casas do Seixal na água do Tejo estava fabuloso. Infelizmente não tinha a máquina e quem foi tirar fotos não apanhou  o enquadramento que fixei na minha caixa de recordações.
Cada vez me convenço mais que a vida deve ser vivida no gozo de pequenos momentos que tornamos eternos, se guardados na memória. Nessas alturas é... saborear
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Ah, havia por lá uma barquinha a chegar...
"Coitado de quem rema, rema que rema na lancha alheia todo o dia rema, rema e à noite fica sem ceia"

 

domingo, 8 de janeiro de 2012

1443 - Uma grande viagem começa por um só passo: Onde é a nossa casa?

Uma grande viagem começa por um só passo: Onde é a nossa casa?

Acho que foi Albert Camus que disse que a questão mais premente do nosso tempo é cada homem descobrir onde é a sua casa. Aparentemente é uma ideia estranha, pois a maior parte de nós não tem que se perguntar para onde deve voltar ao crepúsculo. Dia a dia há uma rota que voltamos a trilhar sem especiais hesitações, entre a fadiga e a esperança, cruzando as paredes do tempo: esse é o caminho para nossa casa. Cada um cumpre, mesmo sem especial reflexão, trajetórias e rituais que são seus: a estrada que escolhe para regressar (sempre a mesma, sempre a mudar…); a forma familiar que tem diariamente de rodar a chave; o modo (mais lento, mais repentino) de abrir para o que ali habita; aquela fração de segundo, absolutamente impressiva, antes da primeira palavra, em que a casa inteira parece que vem ao nosso encontro, ofegante ou em puro repouso.

Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Muitas vezes, perante as questões fundamentais e o embaraço de não encontrarmos imediatamente para elas respostas conclusivas, a própria atualidade vem em nosso socorro, mostrando como a vida é sempre mais simples que as deferências e os reenvios com que a abordamos. Por vezes basta ver, apenas. Basta-nos tomar um exemplo, tocar uma única entre os milhões de imagens que processam o presente, acolher a breve chama de uma história para que o longo corredor até ao sentido se ilumine.

Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Penso que a frase longa esconde este repto mais essencial: cada pessoa não tem apenas a tarefa de descobrir uma habitação. Cada pessoa tem o irrecusável dever de descobrir-se, vivendo com paixão e sabedoria a construção de si, esse processo que, por definição, está em aberto e que ao longo da existência se vai efetivando. Nós somos a nossa casa. E poder dizer isso, com simplicidade e verdade, equivale a perpetuar aquilo que Albert Camus também escreveu: «no meio de um inverno, finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível».

José Tolentino Mendonça

sábado, 7 de janeiro de 2012

José e Pilar: conversas inéditas


À semelhança do meu amigo João Paulo, também eu não desapareci... Nos últimos tempos andei a ouvir conversas, mas posso e quero divulgá-las. Não percam! Para quem amou o filme, o livro vem trazer-nos um pouco mais da sabedoria de dois seres humanos excepcionais: José e Pilar!




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

1441 - Ainda em tempo de ano novo


ano
bom
aqueles
que gostam
de dormir mas
que se levantam
sempre de bom humor.
Aos que saúdam com um
beijo. Aos que trabalham muito
e se divertem mais ainda. Aos que
conduzem com pressa mas não buzinam
nos semáforos. Aos que chegam atrasados, mas
não inventam desculpas. Aos que apagam a televisão
para uma boa cavaqueira. Aos que são duplamente felizes,
fazendo só metade. Aos que se levantam cedo para ajudarem um
Amigo. Aos que vivem com o entusiasmo de uma criança e a sabedoria
de um adulto. Aos que vêm tudo preto só quando está tudo escuro. Aos que
amam até à loucura
aos que choram
 de alegria
 e
......a todos(as) que sabem que a vida não é perfeita mas vale a pena ............

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

1440 - Ainda em tempo de festas

"Estes" tipos já me conseguiram tirar mais um pequeno "prazer". Não é que eu valorize muito festas com dias muito marcados e convencionais como o Carnaval (em que se vê a malta meio despida, a tremer de frio, a querer imitar uma mais genuína festa tropical) ou a passagem do ano pois torna-se esquisito acompanhar os noticiários de dia 31 de Dezembro e ver que de leste para oeste já muito celebraram o novo ano, fruto de uma convenção relativa à marcação das horas e dias.

Mesmo assim, o Ano Novo sempre era alguma coisa que marcava algo com os tais votos/decisões/balanços de perdas e ganhos e a tentativa de acertar alguns passos...

Pois, até a ideia de que o que estava para vir podia ser melhor do que o que já existia nos foi roubada! temos a promessa da emigração para nós e para os nossos filhos e a certeza de que o próximo vai ser pior do que este. Onde já se viu o iva da electricidade a 23%? como se ter luz em casa fosse um luxo!!! É o tal regresso ao passado e ao empobrecimento que querem que assumamos!

Regresso ao passado? só aquela das boas memórias de Natais longínquos em que nós, as crianças, comíamos na cozinha antes do "grandes" e era uma diversão o resto da noite enquanto os adultos jantavam sossegados e conversavam pachorrentamente.
Lembro-me bem da primeira vez que me sentei à mesa na ceia de Natal e tive direito a estar com os adultos a jantar! O avô, a avó, os tios e tias, os pais, os primos, os irmãos!
De tudo o resto, de alguns que abandonavam a escola precocemente, da guerra que nos chegava a casa pela TV, dos embarques do avô, da emigração, das cartas que chegavam lidas, não quero regresso!
Regresso que aceito é o da esperança, na noite da passagem do ano, em que desejávamos, em cima de uma cadeira, como num toque de magia o concretizar de todas as esperanças, mesmo as impossíveis!

Dão-nos um lírio e um canivete...


Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro