segunda-feira, 30 de maio de 2011

1354 - não consigo (e queria tanto!)














Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
Que é uma arma de dois gumes
Amor e ódio

Não posso adiar
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Não posso adiar para outro século a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

Contos dos SuBúrBios


Este fim de semana li e adorei...Contos dos Subúrbios - é uma antologia de quinze fantásticos contos ilustrados. A autoria é de Shaun tan.... que ilustra de uma forma comovente e encantadora.Recomendo!


andorinha: Lulu e o Brontossauro

andorinha: Lulu e o Brontossauro: "'Era uma vez uma menina chamada Lulu, e a Lulu era uma seca. Não era uma seca para comer. Não era uma seca para vestir. Era uma seca ¿ uma..."

sábado, 28 de maio de 2011

1353 - Uff

Terminei agorinha uma tarefa que me ocupou quase um mês e que se juntou a muitos inadiáveis. Parto para uma nova etapa com a noção de que fui/sou capaz!

(bom, para os curiosos, trata-se de mais uma etapa da minha tese)

"Porreiro pá!"

Entretanto deixo umas notas que me "impressionaram" por estes dias (pequenos flashes que ficaram na retina, apenas isso) :
- Fiquei a pensar num outdoor que vi há ontem "não te leves tão a serio!" Se calhar devia!
- A beleza de um Jacarandá, a frescura de um par de cerejas, o sabor da amizade, a beleza de uma flor
- A noção de que nos são pedidas tarefas que demonstram uma confiança no nosso trabalho e competência
- A Inocência de uma criança que se enfia por uma montra dentro

sexta-feira, 27 de maio de 2011

1352 - a vida é um descontínuo

Tenho para mim que a vida é uma linha descontínua. Tem alturas em que anda tudo calmo e nada acontece. Noutras parece que há um vórtice e nem há tempo para nada!

Estou agora numa dessas fases: Sem tempo para absolutamente nada sendo que tenho milhentas coisas para fazer e tudo com prazo

O pior é que me desorganizei na gestão do tempo tal é esta voragem

quarta-feira, 25 de maio de 2011

1351 - Jacarandás de Lisboa

Por estes dias Lisboa é linda e veste-se de azul/violeta bem como a "minha" vista a partir da "ponte"















AOS JACARANDÁS DE LISBOA

São eles que anunciam o verão.
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,
perder-me no ar.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Uma aventura em Timor" ou de como se criam leitores



Tive hoje o grato prazer (e um enorme privilégio) de participar, no espaço por Timor no lançamento oficial do livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada uma Aventura em Timor.

Neste post não quero entrar na qualidade ou enredo da história que se conta (quem sou eu, até, para entrar nesse campo) mas sim na questão da criação de leitores.

Confesso que foi belo demais e que me comovi ao ver um grupo de alunos da minha Escola (EBI da Charneca de Caparica) a dialogar através de video-conferência com alunos da Escola Portuguesa de Dili. Via-se que os meninos vibravam ao perceberem que estavam em contacto com gente que falava a mesma língua e que estavam do "outro lado do mundo"

Houve ainda a possibilidade de ouvir questões colocadas por jovens dos quatro cantos do mundo que assistiam ao evento online através do site da Leya e que, deste modo, também puderam participar

Confesso que foi belo demais ver as autoras a assumirem um papel extremamente informal mostrando como se constrói um livro: a ideia de base, a escrita em comum, o surgimento das ideias, a ilustração, a forma como foi vivida a experiência de estar em Timor, o medo de voar, a beleza da ilha, ...
Para os miúdos terá sido uma experiência para a vida, ver as autoras à sua frente sendo que uma até é Ministra, a explicar-lhes como se escreve um livro, estando disponíveis para responder a todas as suas questões, usando uma linguagem comum que os faz sentir estar perante gente de carne e osso

Estou certo que são este tipo de iniciativas que criam e fidelizam leitores. Estou seguro que os miúdos chegaram a casa e releram novamente o livro!

Gostei ainda de ouvir os meninos da minha escola a dizer o poema "um minuto de silêncio" dedicando-o aos alunos da Escola Portuguesa de Dili.


UM MINUTO DE SILÊNCIO


Calai
Montes
Vales e fontes
Regatos e ribeiros
Pedras dos caminhos
E ervas do chão,
Calai

Calai
Pássaros do ar
E ondas do mar
Ventos que sopram
Nas praias que sobram
De terras de ninguém,
Calai

Calai
Canas e bambus
Árvores e "ai-rús"
Palmeiras e capim
Na verdura sem fim
Do pequeno Timor,
Calai

Calai
Calai-vos e calemo-nos
POR UM MINUTO
É tempo de silêncio
No silêncio do tempo
Ao tempo de vida
Dos que perderam a vida
Pela Pátria
Pela Nação
Pelo Povo
Pela Nossa
Libertação

Calai - um minuto de silêncio...

Francisco Borja da Costa
(1946, Manatuto, Timor Português - 7 de Dezembro de 1975, Díli, Timor-Leste) foi poeta e também o compositor de Pátria, tendo escrito a maior parte da sua obra em língua tétum. Morreu no dia 7 de dezembro de 1975, no mesmo dia da invasão de Timor-Leste pela Indonésia. Além do hino timorense, seu trabalho mais conhecido talvez seja o poema Um Minuto de Silêncio:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

1340 - Sinal fechado II

A procura de ontem do video youtube do "Sinal Fechado", fez-me descobrir uma preciosidade e uma fabulosa interpretação desta mesma música por parte da Elis Regina que desconhecia. Repare-se nas mãos



E depois há ainda a versão de Chico Buarque a solo num album com o mesmo nome. Esta versão é muito intimista e tem um arranjo espectacular.

1349 - Olá, como vai? (Sinal fechado)



Esta é uma das músicas da minha vida! Acompanha-me desde os anos 70 e felizmente que regresso a ela e não a deixo ficar num qualquer baú! A vida é mesmo a arte do encontro embora haja tanto desencontro por aí
Simplesmente bela

domingo, 22 de maio de 2011

1348 - Caravelas















CARAVELAS

Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar! Já me perdi!
De um estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este Mar morto:
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!

Caravelas doiradas a bailar...
Ai quem me dera as que eu deitei ao Mar!
As que eu lancei à vida, e não voltaram!...

Florbela Espanca

sábado, 21 de maio de 2011

A árvore vermelha



Apaixonei-me pela "A árvore vermelha" logo que vi o livro no Pombal quando participei no IX encontro Literatura infanto juvenil - Pombal   sendo que só hoje tive a oportunidade de o comprar.

É, de facto, um livro fabuloso que fala de uma forma muito clara e simples sobre sentimentos, neste caso da tristeza e dos dias cinzentos por que todos passamos.

Do que mais gosto dele é fazer-me perceber que não sou só eu que tenho dias "cinzentos". Partilho esse factos com muitos outros que comigo fazem caminho nesta viagem a que chamamos vida. Adorarei fazer uma "hora do conto" com ele. No fim de contas os miúdos estúpidos é que não são e é possível falar de tudo com eles. Desde que não os tratemos como se fossem imbecis, coitadinhos, aos quais só se pode contar a história da carochina que, vai-se a ver, até tem um final repugnante... 

A Ilustração é outro dos pontos fortes do livro e que vale mesmo por si própria e forma um excelente conjunto com o texto

Adorei, só podia ser editado pela Kalandraka

quinta-feira, 19 de maio de 2011

1347 - Querido diário

Querido diário:

Dia muito "bonito" hoje, sol, natureza e rodeado de gente muito boa.
Dia de viagem a uma escola a sul de Lisboa para reflectir sobre as implicações da web 2.0 para a escola.
Gostei mesmo muito da conserva, da partilha e dos momentos de conversa franca e aberta!

Do dia fica o refrão desta fabulosa música do Sérgio Godinho: "lá em baixo" a propósito de tanto se ter falado do desencontro entre educadores e alunos. Os primeiros usam ainda meios tradicionais para fazer passar a sua mensagem e os segundos aguardam-na mas noutro suporte onde eles se mexer muito melhor

"Como à espera do comboio na paragem do autocarro"

Fossem todos os dias assim ou fossem todos os dias momento belos e...

---
Artículo 2
Queda decretado que todos los días de la semana, inclusive los martes más grises, tienen derecho a convertirse en mañanas de domingo.

Artículo 3
Queda decretado que, a partir de este instante, habrá girasoles en todas las ventanas, que los girasoles tendrán derecho a abrirse dentro de la sombra; y que las ventanas deben permanecer el día entero abiertas para el verde donde crece la esperanza."
Thiago de Melo - Estatutos do Homem

terça-feira, 17 de maio de 2011

1344 - Riders on the storm



Não, não é uma tempestade é uma corrida em que me envolvo, uma corrida sem fim, é pisar gelo fino

Riders on the storm
Riders on the storm
Like a dog without a boneAn actor out alone
Riders on the storm


Make him understandThe world on you depends
Our life will never end
Gotta love your man, yeah

Yeah!

Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the stormRiders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm

segunda-feira, 16 de maio de 2011

De como a partir de um mote se escreve um poema

1 - O contexto:

Comentava-se, no facebook, um post de uma pequena que escrevia ao seu namorado:
"Um pedido de amizade de um aluno da escola, que não conheço. Vejo as fotos. Só e com a namorada e sempre kissing. Diz ela num post no mural dele "Amo-te até ao céu!".
Humm... imagino que deve ser muito... pelo que sei de astronomia..."
2 - O diálogo sobre o post: 
Daqui partiu-se para a canção do André Sardet e para o livro "adivinha quanto eu gosto de ti" na qual o André Sardet se terá inspirado para compor a canção

 
 
 




 
3 - Daqui nasceu um novo poema, escrito pela Teresa Martinho Marques, cujo original pode ser consultado aqui
Uma canção para ti
não precisa de mil notas
não precisa de palavras
pode nem sequer ter som
e mesmo sem a ouvir
sem a escutar, sem a ver
sabes com toda a certeza
que quem a fez nascer
só posso ter sido eu
porque o tamanho do amor
o sabor do meu abraço
e o som do meu beijinho
mesmo eu sendo tão pesado
vão daqui sem rumo certo
atravessam qualquer nuvem
deixam para trás as aves
e ultrapassam o céu!

Obrigado Teresa por colorires o meu dia e por nos ensinares que a escrita é assim: simples!

1343 - Momentos de pura beleza
















Uma das coisas de que muito gosto e que fui adquirindo com a idade é a capacidade de me emocionar, espantar e admirar pequenas coisas! uma estrutura bonita, uma volumetria bem pensada, um momento de bom gosto, uma ponte, uma casa, um fio de água, as minhas raízes musicais seja por um fado ou um bombo, uma cortina,uma flor...

Momentos, pequenos cliques, que nos dão força para desligar perante o rotineiro, o sujo e desarmonioso, a mentira e a fealdade!

"Ah que lindeza tamanha, meu chão, meu monte, meu vale, De folhas, flores, frutas de oiro"

domingo, 15 de maio de 2011

1341 - Momentos de um dia



















1 - Semana artística na minha escola - Francamente achei a exposição com muita qualidade. Os alunos articularam com a História e explicaram através da pintura as principais correntes artísticas. Excelente


















2 - No comboio a caminho de um congresso. O rio Tejo é excelente companhia. O rio que corre na minha aldeia não vai dar a lado nenhum... O Tejo...
Bela a viagem ao longo do rio. No tempo cronológico e psicológico; belo o entardecer, belos os rebanhos, as manadas e as pastagens...

















3 - Oportunidade para rever a minha tese. Finalmente tive um tempo adequado para ler de uma ponta à outra. Deu para fazer uma série de anotações. Bendito comboio.

4- oportunidade para ouvir vários discos do Madredeus. Não sei se há céu, mas que há momentos de eternidade e pura beleza, isso há

1342 - momentos de prazer II


Um dia rico e muito intenso... O congresso em que participo teve comunicações bem interessantes que fizeram valer a pena o dinheiro gasto. À noite, no jantar de gala, tivemos o prazer de ser surpreendidos com a presença de um grupo (I pum) que faz a recolha de músicas tradicionais tocadas com bombos, tambores e gaitas de foles. Foi um momento muito emotivo que me fez tocar a minha veia da cultura portuguesa e das nossas origens comuns. claro que adorei!


A noite terminou, numa esplanada a beber uma imperial pois a noite era de Verão (e muito melhor que muitas noites de Verão em que acaba por soprar algum vento...) Felizmente que a vida nos vai recarregando as baterias de vez em quando!)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

1340 - uff...


Bom...

Parece que é desta! Desde Março que já formatei o meu pc umas 5 vezes! Acabei de por tudo em ordem de novo!

Vamos lá ver se fica. É que à conta disto há trabalho que se vai acumulando e o humor vem por aí a baixo, mesmo a pique!

(É o que não não se ter aprovado o PEC IV!)

terça-feira, 10 de maio de 2011

1339 - Saudade

(infelizmente não descobri melhor vídeo para tão bela canção)

IX encontro Literatura infanto juvenil - Pombal

Mais uma vez tive o privilégio de ter estado em Pombal para participar nos Encontros de Literatura Infanto Juvenil dos quais participo pela 3ª vez embora esta iniciativa já vá na IX edição.
Confesso que à semelhança dos anos anteriores gostei muito.
Desta vez o encontro estava organizado da seguintes forma: durante a manhã e até às 16h, existiam workshops e só depois se passavam às sessões em plenário.
Participeinum workshop dinamizado por Javier Sáez Castán (ilustrador e criador) que nos mostrou diversas técnicas que se podem usar a propósito da leitura de um conto com os miúdos. construímos personagens, ilustrámos personagens, inventámos personagens, descobrimos os seus traços característicos,...  explorámos várias ideias de ilustração de um livro, os esboços feitos e as possibilidades existentes. Um bom livro deve dar mesmo outras hipóteses de leitura.

confesso que saí de lá muito mais rico e com mais bagagem teórica e prática para trabalhar livros com meninos...

Seguiu-se uma sessão com o Jorge Serafim, Manuel Sevillano (Es) e Thomas Bakk (Br) em que a brincar, a brincar se denunciaram coisas muito sérias e se reflectiu sobre o papel dos contadores de histórias e a promoção da leitura. A questão era se estes fazem ou não leitores? foi mesmo muito interessante!

Pena foi não ter podido ficar mais tempo!

Valeu muito e vim de lá um pouco mais capaz de trabalhar com os alunos para aquilo que verdadeiramente interessa: fazer leitores!

domingo, 8 de maio de 2011

1338 - IX Encontro de Literatura Infanto-Juvenil

Mais uma vez tive o privilégio de ter estado em Pombal para participar nos Encontros de Literatura Infanto Juvenil dos quais participo pela 3ª vez embora esta iniciativa já vá na IX edição.
Confesso que à semelhança dos anos anteriores gostei muito.
Desta vez o encontro estava organizado da seguintes forma: durante a manhã e até às 16h, existiam workshops e só depois se passavam às sessões em plenário.
Participeinum workshop dinamizado por Javier Sáez Castán (ilustrador e criador) que nos mostrou diversas técnicas que se podem usar a propósito da leitura de um conto com os miúdos. construímos personagens, ilustrámos personagens, inventámos personagens, descobrimos os seus traços característicos,...  explorámos várias ideias de ilustração de um livro, os esboços feitos e as possibilidades existentes. Um bom livro deve dar mesmo outras hipóteses de leitura.

confesso que saí de lá muito mais rico e com mais bagagem teórica e prática para trabalhar livros com meninos...

Seguiu-se uma sessão com o Jorge Serafim, Manuel Sevillano (Es) e Thomas Bakk (Br) em que a brincar, a brincar se denunciaram coisas muito sérias e se reflectiu sobre o papel dos contadores de histórias e a promoção da leitura. A questão era se estes fazem ou não leitores? foi mesmo muito interessante!

Pena foi não ter podido ficar mais tempo!

Valeu muito e vim de lá um pouco mais capaz de trabalhar com os alunos para aquilo que verdadeiramente interessa: fazer leitores!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

1337 - cair, levantar-se


















Cair
Levantar-se
Recomeçar

Cair
Levantar-se
Recomeçar

Recomeçar
Recomeçar
Não desistir

Por mais negra que seja a noite
Há sempre um amanhecer

Recomeçar
Recomeçar

É tudo uma questão de óculos

1336 - não posso adiar o coração


















 Por estes dias as emoções têm estado à flor da pele: Parece que nada bate certo e que todas as "estratégias"/opções tomadas na vida não fizeram sentido

"Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado."

Não que me inclua no lado dos sempre bonzinhos coitadinhos. não! também tenho os meus defeitos... No entanto reconheço que tenho procurado encarar a minha vida profissional na lógica de procurar valorizar as relações humanas e não tentar passar por cima de ninguém.

Parece que não fui muito longe assim.

Há alguns "becos sem saída" que isso demonstram..

Então tentar ser como os "outros" valerá? pelos vistos também parece que não vamos longe assim! isso também é julgado como errado. Não podes ser diferentes dos outros pois isso é considerado sobranceria. Não podes ser igual pois isso é julgado com agir errado...

Que porra! que fazer? como sair do labirinto?

---
Hoje... presencio uma cena típica de tentativa de "envenenar".o local de trabalho. Alguém que se julgava com um sentido de justiça superior (que acaba por ser tão cego, tão cego que nem justiça é, por não servir  o homem  mas apenas a "lei") tentava por os colegas contra um outro por este ter conseguido algo a que supostamente não deveria ter direito...
 
---
Não sou assim!!! nunca me senti feliz com o mal dos outros e numa lógica de não é para mim e não é para ninguém...

No entanto...

Procurar outra lógica também não nos leva longe. Quem julgamos nós que somos? a perfeição moral? julgamos que conseguimos mudar o mundo? queremos um mundo só nosso? ou à nossa medida?

---
Amor/ódio

Cada vez mais estas palavras andam juntas... por que diabo eu sou assim? qual o motivo para tanta emoção à flor da pele? por que diabo não se pode mesmo adiar o coração?

"Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração."


quarta-feira, 4 de maio de 2011

1335 - Um tempo de aprendizagem (sempre)



Um Tempo Que Passou
Chico Buarque

Vou
Uma vez mais
Correr atrás
De todo o meu tempo perdido
Quem sabe, está guardado
Num relógio escondido por quem
Nem avalia o tempo que tem

Ou
Alguém o achou
Examinou
Julgou um tempo sem sentido
Quem sabe, foi usado
E está arrependido o ladrão
Que andou vivendo com o meu quinhão
Ou dorme num arquivo
Um pedaço de vida, vida
A vida que eu não gozei
Eu não respirei
Eu não existia
Mas eu estava vivo
Vivo, vivo
O tempo escorreu
O tempo era meu
E apenas queria
Haver de volta
Cada minuto que passou sem mim

Sim
Encontro enfim
Iguais a mim
Outras pessoas aturdidas
Descubro que são muitas
As horas dessas vidas que estão
Talvez postas em leilão

São
Mais de um milhão
Uma legião
Um carrilhão de horas vivas
Quem sabe, dobram juntas
As dores coletivas, quiçá
No canto mais pungente que há

Ou dançam numa torre
As nossas sobrevidas
Vidas, vidas
A se encantar
A se combinar
Em vidas futuras
E vão tomando porres
Porres, porres
Morrem de rir
Mas morrem de rir
Naquelas alturas
Pois sabem que não volta jamais
Um tempo que passou

1334 - Pensamento do dia

"Quando Deus fecha uma porta, abre-se uma janela"

Como, olhando para trás, me considero bafejado pela sorte, hei-de encontrar a minha janela com vista para o rio...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Género Masculino/Feminino e literatura

Confesso que a temática não me é indiferente e que este é tema levado muito a sério por muitos Bibliotecários (e bem). Há gente que procura ter uma colecção equilibrada e tem como critérios de aquisição a questão do fomento ou não de uma certa mentalidade sexista

(um exemplo deste trabalho pela igualdade de género pode ser pesquisada no blogue da minha amiga Marian Moreno - Astúrias)  

Vem isto a propósito de ter descoberto num blogue as seguintes nuvens de palavras referentes a anúncios de TV dirigidos a crianças de entre 6 a 8 anos














Confesso que não deixo de me interessar e interrogar com estas questões e se é bem verdade que há muita questão cultural nisto tudo é também verdade que há uma maneira de ser homem ou mulher que se tem desde que se nasce (cf. com textos de psicologia do desenvolvimento)

Em que ficamos? como deverá ser a colecção de uma Biblioteca? 

(Nunca mais me esqueci do desabafo de um miúdo que achava a história da Cinderela como uma história para "míudas". Ele eram sapatos, roupas, festas, príncipe, casamento... acho que tem razão... No entanto, pra que servem as histórias senão para nos ajudar a lidar com os problemas pelos quais passamos a fim de lhes arranjarmos solução )