sexta-feira, 29 de abril de 2011

1331 - (suspiro)

Hum... (suspiro)

Melhores dias virão ou então resta-me ficar aqui a comtemplar este momento que não passa pois é bem melhor do que o "outro" que passa

quarta-feira, 27 de abril de 2011

1330 - 26 de Abril de 2011

















Confesso que estas comemorações de Abril me deixaram, nestes dias, um certo amargo de boca, sendo paradigmático de um certo estado de coisas a voz off de um locutor de continuidade da SIC ao anunciar que a programação do dia 25 seria "revolucionária" (real) pois iriam passar um filme sobre Letícia e o príncipe das Astúrias e mais à frente um filme sobre Kate e Guilhereme!

Veja-se o despautério!

A RTP esteve bem melhor com o programa sobre o Zeca e os três cantos mais uma série de músicas de Abril na RTP Memória

Bem sei que as comemorações de Abril cada vez irão dizer menos às novas gerações (embora se trate de comemorar a liberdade e não apenas um acontecimento datado históricamente!) mas parece-me que, tal como o Zé Mário escreveu há uns anos: "saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho?"
  
Confesso que me souberam muito bem ouvir as canções que marcaram a minha vida, mas também acho que isto das canções só por si não faz muito sentido numa altura em que; à mesma hora, temos o FMI a negociar no Terreiro do Paço

Parece-me estar a haver um curto circuito lógico nisto tudo

sim, bem sei que tem havido contestação com grandes manifestações em todo o país mas...

terça-feira, 26 de abril de 2011

IX Encontro de Literatura Infanto-Juvenil Caminhos de leitura























Vai realizar-se nos próximos dias 6 e 7 de Maio de 2011 o IX encontro de literatura Infanto-Juvenil Caminhos de Leitura. Descobri este evento h+a três anos e confesso que fiquei fã. Eles são, de facto, uma excelente oportunidade de aprender muito sobre este tipo de literatura tão rica e de perceber que esta é uma temática sobre a qual vale a pena ouvir especialistas.
Graças a estes encontros  tenho uma prateleira no meu escritório repleta de fabulosos, profundos e densos livros que muito preso de ter e reler.

P.S. uma palavra de gratidão para a Júlia e Margarida co-autoras deste blogue por me terem iniciado nesta temática mostrando-me obras de grande qualidade

Clique na foto para ter acesso ao programa
Siga o blogue do encontro em: http://caminhosdeleiturapombal.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

1329 - Perto do mar (o resto pouco importa)



Não que os dias tenham estado bonitos e solarengos (até apanhei duas molhas daquelas que se tem que tirar a roupa toda)mas valeram alguns flashes, aqui e ali

Gostei sobrenamaneira de ouvir o barulho do mar num por do sol absolutamente fora do comum

Mar Sonoro


"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."
 
Sophia de Mello Breyner Andresen







sábado, 23 de abril de 2011

1328 - Fez sentido? Valeu a pena?

















Valeu a pena?
Por estes dias, lendo os jornais, ouvindo a TV e analisando o comportamento de alguma classe política, parece que não...


Amália
(David Mourão-Ferreira / Alan Oulman)

Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

1327 - Endechas a Bárbara Escravaz



Aquela cativa que me tem cativo,
Porque nela vivo já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa em suaves molhos,
Que pera meus olhos fosse mais formosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.

Dia Mundial do Livro





Dia do livro

Abre-se o livro
em qualquer página
e cabe nele um dia ou um ano,
cabe nele a sabedoria,
o romance e a poesia,
cabe nele o conhecimento
e a luz que vem do pensamento;
cabe nele tudo o que somos,
desde que gostemos de ler,
porque ler é aprender,
sendo também liberdade e prazer;
cabe nele o mundo inteiro,
escrito em computador
ou com tinta de um tinteiro,
e de tudo isso falará neste dia
o leitor verdadeiro,
que do livro, por ser livre,
será sempre amigo e companheiro.

José Jorge Letria

quarta-feira, 20 de abril de 2011

1326 - Por estas e por outras é que isto chegou onde chegou


Nestes dias mais calmos tenho aproveitado para ler um pouco mais. Por agora, delicio-me com a leitura de "Diz que é uma espécie de democracia" de João Paulo Guerra que passa a livro algumas das suas crónicas semanais no jornal "Diário Económico" que foi publicando ao longo de 10 anos (de Outubro de 1999 a Dezembro de 2008) 

Leiam-se, a título de exemplo, estas duas crónicas de 1999 e entender-se-á o motivo pelo qual "isto" chegou onde chegou...

NARCISO & NARCISO

Narciso Miranda, na qualidade de secretário de Estado da Administração Marítima e Portuária, visitou o concelho de Matosinhos, de cuja Câmara Municipal foi eleito presidente, estando actualmente na modalidade de «mandato suspenso». Mas o secretário de Estado fez questão de reafirmar: «Eu sou o presidente da Câmara de Matosinhos!», acrescentando: «Só tenho é o mandato suspenso». Isto, por ter sido chamado a Lisboa para fazer parte do Governo, como veio nos jornais.
E o que foi fazer Narciso Miranda Secretário ao concelho de Narciso Miranda Presidente? Nada mais, nada menos, que apresentar a construção, como secretário de Estado, de uma obra que tinha prometido, como presidente da Câmara!
Narciso Secretário foi recebido como se fosse Narciso Presidente, ou seja, ele próprio. Deu abraços aos pescadores e beijos às peixeiras que o trataram por «Presidente da Câmara», certamente por não terem lido os jornais. Mas o próprio vereador que substitui Narciso Miranda durante o seu impedimento o tratou por «Presidente», numa demonstração de grande humildade socialista.
A obra que Narciso Secretário foi apresentar ao concelho de onde é Narciso Presidente é para o próximo século. Ou seja:
Narciso Presidente ainda acaba por lançar a primeira pedra da obra agora apresentada por Narciso Secretário!!! E para inaugurar a obra, nada melhor que Narciso Finalmente Ministro!!!!!
13 Dezembro 1999


CARTA AO PAI NATAL

Querido Pai Natal: Para este Natal de fim de século, venho pedir-te que me garantas condições para a minha valorização como pessoa, apoio à família e prevenção de fracturas sociais.
Não entendes? Eu explico.
O que eu quero é um sistema de saúde mais eficiente e de qualidade reconhecida, com acesso à saúde em condições de equidade social, de eficiência e de qualidade reconhecida. Para os meus filhos, peço-te uma educação com novos meios e outras ambições, criando oportunidades de educação e valorização profissional, promovendo emprego de qualidade. Para o conjunto da família, quero garantido o acesso à habitação e conciliada a vida familiar com a profissional, com igualdade de oportunidades, melhores níveis de direitos sociais e uma nova protecção social.
Quero, enfim, desenvolvimento, emprego e bem-estar para mim e para os meus. E para o meu país, quero que ele seja um Portugal de bem-estar. Quero melhores relações das instituições com as pessoas em geral, uma sociedade mais segura, justiça eficaz, novas apostas na ciência e na cultura, tudo isto assente nos valores da cidadania. Numa palavra, Pai Natal, quero a qualidade da democracia.
Pai Natal: se tiveres alguma dificuldade em encontrar o que te peço para o sapatinho deste ano, aconselha-te com o engenheiro Guterres. Esse mesmo. Fiz as minhas escolhas por catálogo, no Programa do Governo.
20 Dezembro 1999


terça-feira, 19 de abril de 2011

157 - La Unesco proyecta un futuro para el libro sin Gutenberg

Por acaso não é assunto a que me tenha dedicado muito. Se calhar devia...

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Aqui fica um artigo do jornal online publico.es


"La Unesco presentó ayer en París la iniciativa Focus 2011 dedicada a El Libro mañana: el futuro de lo escrito. Con Milagros del Corral como presidenta del Comité Científico, esta edición de Focus tratará de encontrar la forma de conciliar intereses públicos y privados para definir un nuevo modelo de económico y cultural del libro en la era de la revolución digital.
Del Corral, exdirectora de la Biblioteca Nacional, fue taxativa ayer en la presentación de la reflexión que reunirá, del 6 al 8 de junio a un extenso panel de expertos. "En realidad no estamos en una era de cambios para el libro." ler mais aqui

1325 - Noite de tempestade

Confesso que adoro as noites de trovoada (sobretudo estas que têm um ar tropical)

Guardador De Margens
Rui Veloso
















Enquanto a cidade inteira vai digerindo o seu jantar
E todas as ruas e praças se lavam com essência de luar
Enquanto as estátuas famosas bebem brandies e aveledas
E as tílias se entreolham meigamente nas alamedas

Vou guardando as margens
Velando os lírios do jardim

Enquanto a meia-noite encerra mais uma sessão
E o senso-comum ressona tranquilo e pesado no colchão
Enquanto a cidade inteira lava os dentes e faz toilete
E os taxistas recolhem as sombras que restam da noite

Vou guardando as margens
Velando os lírios do jardim

Enquanto a luz do promontório ensina a costa ao barqueiro
E arde o rum forte no zimbório e traz lucidez ao faroleiro
Vou pondo malha sobre malha com o labor dum tapeceiro
Palavra, acorde, som, a talha e a devoção dum mestre-oleiro

Vou guardando as margens
Velando os lírios do jardim

Enquanto a cidade inteira vai feliz na sua faina
E o sol boceja na ladeira ao som do martelo e da plaina
Saúdo a bruma e o orvalho e a luz do dia madrugado
Guardo as cartas no baralho meu sono é enfim chegado

Vou guardando as margens
Velando os lírios do jardim

segunda-feira, 18 de abril de 2011

1324 - Saudades do mar
















Frente al mar

Oh Mar, enorme mar, corazón fiero
De ritmo desigual, corazón malo,
Yo soy más blanda que ese pobre palo
Que se pudre en tus ondas prisionero.

Oh mar, dame tu cólera tremenda,
Yo me pasé la vida perdonando,
Porque entendía, mar, yo me fui dando:
"Piedad, piedad para el que más ofenda".

Vulgaridad, vulgaridad me acosa.
Ah, me han comprado la ciudad y el hombre.
Hazme tener tu cólera sin nombre:
Ya me fatiga esta misión de rosa.

¿Ves al vulgar? Ese vulgar me apena,
Me falta el aire y donde falta quedo,
Quisiera no entender, pero no puedo:
Es la vulgaridad que me envenena.

Me empobrecí porque entender abruma,
Me empobrecí porque entender sofoca,
¡Bendecida la fuerza de la roca!
Yo tengo el corazón como la espuma.

Mar, yo soñaba ser como tú eres,
Allá en las tardes que la vida mía
Bajo las horas cálidas se abría...
Ah, yo soñaba ser como tú eres.

Mírame aquí, pequeña, miserable,
Todo dolor me vence, todo sueño;
Mar, dame, dame el inefable empeño
De tornarme soberbia, inalcanzable.

Dame tu sal, tu yodo, tu fiereza,
¡Aire de mar!... ¡Oh tempestad, oh enojo!
Desdichada de mí, soy un abrojo,
Y muero, mar, sucumbo en mi pobreza.

Y el alma mía es como el mar, es eso,
Ah, la ciudad la pudre y equivoca
Pequeña vida que dolor provoca,
¡Que pueda libertarme de su peso!

Vuele mi empeño, mi esperanza vuele...
La vida mía debió ser horrible,
Debió ser una arteria incontenible
Y apenas es cicatriz que siempre duele

(Alfonsina Storni. Irremediablemente)

domingo, 17 de abril de 2011

1323 - Parar, pensar, olhar

A situação política actual está péssima
Nestes últimos dias sucedem-se factos assombrosos
O artigo da última página do expresso de hoje é paradigmático

Achei adequado, como metáfora da situação actual, o vídeo com estes meninos de coro a cantarem Rossini. Haverá semelhanças com a realidade?

(a grande questão disto tudo é o descrédito da política e políticos que tanto sangue e tanta luta custou a tantos)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Porque o desenho é também uma forma de ler a realidade

Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX

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Um destes dias tive uma tarde fabulosoa! Fui com os meus alunos a uma visita de estudo ao Museu da cidade de Almada para vermos uma exposição e participarmos ainda num workshop, sobre diários gráficos.

Confesso que adorei ambos.

No workshop construímos um diário gráfico e foram-nos concedidos quinze minutos de desenho "livre". Calro que também participei nesta actividade e adorei (embora não desenhe há mais de 30 anos, salvo duas ou três excepções de ocasião) sendo que não publico aqui o meu desenho por pudor (embora 2 ou 3 miúdos tivessem achado que estava giro...). Guardei o diário gráfico na mala de todo os dias. Talvez surja tempo e oportunidade para um esboço.

Quanto aos diários gráficos eles estavam fabulosos (vale a pena ir ver)... São mesmo uma boa leitura e escrita de acontecimentos banais (ou excepcionais) que para uns davam um mote para um romance, um poema, uma foto ou uma ilustração.
Todas as ilustrações expostas são excelentes leituras que nos remetem para outros e novos mundos e que nos fazem perder em pensamentos ligados a outros pensamentos...

Tive ainda a sorte de ter recolhido os endereços de blogues que muitos destes autores alimentam. Alguns deles poderão ser acedidos abaixo! Boas navegações

http://ricardopereiracabral.blogspot.com/

http://acaixavoadora.blogspot.com/

http://ruthrosengarten.blogspot.com/

http://velhadaldeia.blogspot.com/

1322 - A modos que ... II



Mais umas notas soltas pois o tempo "espiritual" não dá para mais

1 - Maldito computador que nunca mais está em condições e me faz perder tempo precioso. Já percebi que deve ser um vírus que anda na rede... Já estamos há quase um mês nisto...

2 - Aqui ficam as fotos desta Primavera maravilhosa que descubro espantado no meu jardim! é o que dá encafuar-me no escritório a compor o pc

3 - O Estado Português é um modelo a seguir. Há uns anos os clubes de futebol tomaram a iniciativa de não pagar os impostos referentes aos ordenados ao estado e/ou não entregar os descontos da segurança social de modo a pagar os ordenados aos jogadores. Os clubes, foram, e bem criticados por isso. Mais tarde foram as empresas a adoptar o mesmo porcedimento e o Estado, para cortar este mal pela raiz, legislou no sentido de considerar crime este tipo de atitudes! Certo!
Então o que se dirá agora quando é o próprio estado via Ministério da Defesa a fazer este tipo de práticas?  Loucura total

4 - Felizmente que, para compensar alguma desconsideação com que me vou habituando a conviver, surgiram hoje dois convites: um para uma conferência e outro para uma entrevista num jornal!
Escrever direito por linhas tortas?

5-
Direi de meu tempo que havia um S

havia uma sombra e um silêncio
havia um S de sigla e de suspeita
com suas seitas e seus sicários.

Não sei se signo não sei se sina
não sei se simplesmente sujo.

Ou só servil. Ou só sevícia.

Havia um S de Saturno
havia um susto
havia um S de soturno
sobre um S de sol.

De meu tempo direi
que havia um S
de sepulcro.

Sentinela. Sentinelas.

Ou talvez selva. Talvez serpente.
S de sebo e de sebenta: seco seco.

E também senão. E também senil.

De meu tempo direi
que havia um S
sem sentido.

E também Setembro. E também solstício.
Saga e safra.
Ou talvez semente. Ou talvez segredo.

Havia um S de sal e sílex
havia um silvo
Havia uma sílaba ciciada.

E também o sonho: entre suar e ser.
(Como um soluço como um soluço.)

De meu tempo direi
que havia um S
de sol e som.
Havia Setembro e um assobio
contra um S de sombra e de silêncio.

Manuel Alegre, 18 de Janeiro de 74

quinta-feira, 14 de abril de 2011

1321 - a modos que ...

A modos que isto anda a ficar sem sentido e com o calor apetece uma pausa...

(aliás, o que é que o FMI anda por aqui a fazer? pelos vistos saíram de manhã cedo do Hotel e vieram a pé para a Praça do Comércio. Ficaram a conhecer a cidade, sentiram-se em férias, e em 24 horas entraram no espírito português... A nossa cultura é muito marcada pelo sol e é bem diferente da nórdica muito marcada pela sua ausência...)

Pelo jardim os primeiros frutos apareceram (já se notam os pêssegos, as primeiras laranjas de uma laranjeira que estive quase para arrancar após 4 anos sem frutos...)... A ver se este fim de semana tenho tempo (mental) para tratar do jardim... cortar de novo a relva para que esta cresça saudável de modo a que só de olhar a gente se sinta em plena natureza...

O resto... O resto espero bem que se transforme na espuma dos dias, já começa a cansar a fabulosa canção do "começar de novo" e da resignação que é preciso ter quando se convive com gente que merece a mesma reciprocidade de tratamento e até nem era nestas guerras que queríamos entrar: não gostamos de combates, não temos armas, não temos feitio,...

Que se lixe!

A Biblioteca de Zoran Zivkovic

Numa altura em que as minhas leituras são mais de carácter técnico e especializado (teses e afins) soube-me muito bem fazer uma pequena pausa para "devorar" o livro de Zoran Zivkovik (vencedor do Wordl Fantasy Award: A Biblioteca. Este livro, reúne seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges ou Umberto Eco.


Na primeira história, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro...As personagens, intimamente ligadas aos livros, sofrem mil e uma peripécias à custa do seu encanto pela literatura

Qualquer pessoa que goste de livros,  gostará certamente de livros que falem sobre livros.
Eu gostei (muito)

terça-feira, 12 de abril de 2011

1320 - aterrados vindos do espaço




Apetece viajar para bem longe daqui ...

Este fim de semana foi sem palavras... Uns chegaram a este país vindos do espaço ou do circulo polar ártico e foram para o Porto descobrir que os que "estavam no governo" governaram mal e que eles são a solução... outros com a mania que são impolutos afinal não são... (olha mais outros que viviam na estratosfera...)

Apetece dizer: Quem nos livra dos nossos salvadores?

Já aqui por casa o computador teve de ser formatado 3 vezes pois "rebentava" quase no fim de estar tudo certinho... Seria contágio vindo sabe-se lá de que estratosfera de onde alguns viajaram?

domingo, 10 de abril de 2011

Cata livros. o novo portal de livros da Fundação Calouste Gulbenkian




CATA LIVROS é o novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos. A apresentação do sítio CATA LIVROS realizou-se no dia 5 de Abril, pelas 15 horas, na sala infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras.

Animado por uma equipa que inclui João Paulo Cotrim, Fernandina Fernando, Elsa Serra e Mariana Sim-Sim David, entre outros, o portal CATA LIVROS é dirigido aos leitores iniciais e medianos (sensivelmente, dos 8 aos 12 anos) e está construído a partir da metáfora de uma casa, com as suas salas e saletas, cantos e recantos, caves e sótãos, e que levam títulos como “salão salamaleque”, “janela de papel” ou “cozinhório & laboratinha”. O mocho, ícone carismático da CASA DA LEITURA, ganha como parceiro um corvo, e ambos servem de cicerones na aventura em que se transformará a leitura.

Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos.

O CATA LIVROS permite também aos mediadores (bibliotecários, professores, educadores, etc.), bem como ao mais generalista dos públicos (pais e jornalistas), por um lado, aceder, através de um conjunto diversificado de recursos, aos livros que alimentam a curiosidade de leitores da mais tenra idade até à adolescência, e, por outro lado, a um conjunto de reflexões, projectos e práticas na área da promoção da leitura.

A equipa que desenvolve o CATA LIVROS acredita que os livros e tudo aquilo que eles contêm, começando nas palavras e imagens, contribuem para tornar a vida melhor. Acredita ainda que ler é um direito e um prazer que pode ser descoberto com pequenas, mas decisivas, ajudas de outros leitores.


www.catalivros.org

quinta-feira, 7 de abril de 2011

1319 - Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar

Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
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 Ontem tive uma tarde absolutamente fabulosoa! Fui com os meus alunos a uma visita de estudo ao museu da cidade de Almada para vermos uma exposição e participarmos ainda num workshop sobre diários gráficos.

Confesso que adorei ambos. No workshop construímos um diário gráfico e foi-nos permitido 15 minutos de desenho "livre". Também participei e não publico aqui o meu desenho por pudor (embora 2 ou 3 miúdos tivessem achado que estava giro...)
Guardei o diário gráfico na mala de todo os dias. Talvez surja tempo e oportunidade para um esboço.
Quanto aos diários gráficos eles estavam fabulosos (vale a pena ir ver)... Claro que sei que eles são resultado de muito trabalho e de anos de experiência... De qualquer modo, vale a pena tentar, fazer caminho e numa primeira fase aprender técnicas básicas!
Tive ainda a sorte de ter recolhido os endereços de blogues que muitos destes autores alimentam. Poderão ser encontrados numa miniaplicação que inseri no menú lateral deste blogue! vou perder-me em navegações 


O Principezinho faz anos!

O livro, "O Principezinho" fez ontem 67 anos. O livro do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, foi publicado no dia 6 de abril de 1943 e marcou a vida de milhões de adultos e crianças de todo o mundo pois já foi traduzido em 180 línguas e dialectos, convertendo-se numa das obras mais reconhecidas da literatura universal

O livro conta como un aviador que se encontra perdido no deserto do Sahara, depois de ter tido uma avaria no seu avião. Então aparece um pequeno príncipe, que vive no asteroide B 612...

Neste livro, Antoine de Saint-Exupéry vê os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois deixaram de ser as crianças que um dia foram. Parece ser difícil para os adultos compreender toda a sabedoria de uma criança.

Recebi este livro de meu pai quanto tinha uns 13 ou 14 anos. Devem ter-lhe oferecido e de entre os "habitantes" da minha casa ele deve ter pensado que aquele que ainda era capaz de ler um livro "infantil" era eu. Como eu lhe agradeço o gesto! 
Li-o rapidamente e bem depressa se tornou o meu livro de culto. Guardo-o religiosamente e tenho até uma pequena colecção do mesmo em algumas línguas e versões variadas. (neste blogue, ver etiqueta "saint-exupery", já divulguei algumas dessas versões - pop-up, como "sombra chinesa", ...)
 

Felizmente que o mesmo agora é trabalhado na escola e foi com alguma emoção que emprestei ao meu filho mais novo o "meu" principezinho para que ele o lesse e trabalhasse na aula!

1318 - Resgate














Notas soltas sobre a espuma dos dias:

1 - Na 2ª feira o país estava no melhor dos mundos segundo a entrevista do nosso primeiro à RTP, na 4ª foi pedido o resgate. O que terá mudado entretanto?

(por acaso já sei a resposta - os banqueiros fecharam a torneira!)

2 - Absolutamente fabulosa e imperdível a crónica de hoje do Fernando Alves nos sinais TSF -

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1824838

Resgate



Não sou isto nem aquilo
É o meu modo de viver
É, às vezes, tão tranquilo
Que nem chega a dar prazer...
Todavia, onde apareço,
Logo a paz desaparece
E a guerra que não mereço
Dá princípio à minha prece.

Pedro Homem de Melo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Último Livro

Conheci Živković com a leitura da obra a Biblioteca...li e gostei muito. Numa ida à livraria, vendo as novidades, encontrei o novo livro de Živković ...não resisti... comprei-o!
Comecei a lê-lo e não consigo parar... um livro fantástico, subtil e imaginativo....aconselho a sua leitura!


Algo de terrível está a acontecer na Livraria Papyrus! O senhor Todorović, um dos mais fiéis clientes, morreu inesperadamente, enquanto, sentado numa das poltronas da livraria, folheava tranquilamente um livro. Causa da morte: desconhecida. Vera Gavrilović, uma das proprietárias, está preocupada. Até porque este é apenas o início: a esta primeira morte sucede outra, e depois outra, e outra ainda. Todas elas sem motivo aparente. Este estranho caso parece talhado à medida do bibliófilo Inspector Dejan Lukić. Dejan, com a ajuda de Vera, dará início a uma desconcertante investigação, que se adensará cada vez mais, ao ponto de envolver a polícia secreta. Isto até se depararem com O último livro...

Boas Leituras!

1317 - que a arte nos aponte uma resposta













Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro

1316 - O repouso / porto d'abrigo



Ouvido até à exaustão aqui por casa nestes últimos dias

Cada Lugar Teu
Mafalda Veiga

Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

terça-feira, 5 de abril de 2011

1315 - sem tempo para respirar...

Sem tempo para respirar, partilho um cartoon que muito diz sobre os tempos que vivemos... Quem é o pai da criança?

 (carregar na foto se pretender identificar a fonte)

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil




Mensagem do 2 de Abril de 2011