sábado, 30 de dezembro de 2006

133- Propósitos de ano novo



















Parto


Viver não é um capital
que se possui,
é um nascimento
que levamos dentro.
É preciso dar à luz
a sua própria vida.
Viver,
é tomar a iniciativa,
servindo-se
dos seus próprios limites.
Assim, viver
é vindimar o
seu cacho
de oportunidades
na vinha da aventura.
O caminho transforma-se em casa
e o homem em nómada.
Não há remédio
para viver em nossa vez,
nem automóvel
que nos leve a viver.

Viver
é um caminho
que só se faz a pé...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

132 - simplesmente belo




















You Needed Me

I cried a tear, you wiped it dry
I was confused, you cleared my mind
I sold my soul, you bought it back for me
And held me up and gave me dignity
Somehow you needed me

You gave me strength to stand alone again
To face the world out on my own again
You put me high upon a pedestal
So high that I could almost see eternity
You needed me, you needed me

And I can't believe it's you
I can't believe it's true
I needed you and you were there
And I'll never leave, why should I leave?
I'd be a fool 'cause I finally found someone who really cares

You held my hand when it was cold
When I was lost you took me home
You gave me hope when I was at the end
And turned my lies back into truth again
You even called me "friend"

You gave me strength to stand alone again
To face the world out on my own again
You put me high upon a pedestal
So high that I could almost see eternity
You needed me, you needed me

You needed me, you needed me

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

131 - músicas da minha vida II
















Eu Sei Que Vou Te Amar


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Para te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

130 - Emoções e poesia não é?




















“O Pássaro da Alma”



No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E não só sabem que existe,
Como também sabem o que tem lá dentro.
Dentro da alma,
Lá bem no centro,
Pousado numa pata
Está um pássaro.
E o nome do pássaro é pássaro da alma.
E ele sente tudo o que nós sentimos:
Quando alguém nos magoa, o pássaro da alma agita-se para lá e para cá
Em todos os sentidos dentro do nosso corpo, sofre muito.
Quando alguém nos ama,
O pássaro da alma dá pulinhos
De contente,
Para trás e para a frente,
Vai e vem.
Quando alguém nos chama,
O pássaro da alma põe-se logo à escuta da voz,
A fim de reconhecer que tipo de apelo é.
Quando alguém se zanga connosco,
O pássaro da alma recolhe-se dentro de si
Tristonho e silencioso.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo,
Começa a crescer, a crescer
Até encher quase todo o espaço dentro de nós,
Tão bom é para ele o abraço.
Dentro do corpo, no fundo, bem lá no fundo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E ainda nunca,
Nunca veio ao mundo alguém
Que não tivesse alma.
Porque a alma entra dentro de nós no momento em que nascemos
E não nos larga
- Nem uma só vez –
Até ao fim da nossa vida.
Como o ar que o homem respira
Desde a hora em que nasce
Até à hora em que morre.
Decerto querem também saber de que é feito o pássaro da alma.
Ah! Isso é mesmo muito fácil:
É feito de gavetas e mais gavetas.
Mas não podemos abrir as gavetas de qualquer maneira,
Pois cada uma delas tem uma chave para ela só!
E o pássaro da alma
É o único capaz de abrir as gavetas dele.
Como?
Pois isso também é muito simples:
Com a segunda pata.
O pássaro da alma está pousado numa pata,
E com a outra – que em descanso está dobrada sobre a barriga –
Roda a chave da gaveta que quer abrir,
Puxa pelo puxador, e tudo o que está dentro dela
Sai em liberdade para dentro do corpo.
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
O pássaro da alma tem imensas gavetas.
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza.
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança.
A gaveta da desilusão e a gaveta do desespero.
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego.
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
E a gaveta dos segredos mais escondidos,
Uma gaveta que quase nunca abrimos.
E há mais gavetas.
Vocês podem juntar todas as que quiserem.
Às vezes uma pessoa pode escolher e indicar ao pássaro
As chaves a rodar e as gavetas a abrir.
E outras vezes é o pássaro quem decide.
Por exemplo: a pessoa quer estar calada e diz ao pássaro para abrir
A gaveta do silêncio. Mas ele por auto-recriação,
Abre-lhe a gaveta da fala,
E ela desata a falar, a falar sem querer.
Outro exemplo: a pessoa quer escutar pacientemente
- E em vez disso ele abre-lhe a gaveta do desassossego
Que faz com que ela se enerve.
E acontece que a pessoa tenha ciúmes sem qualquer motivo.
E que estrague justamente quando mais quer ajudar.
Porque o pássaro da alma nem sempre é disciplinado
E às vezes dá-lhe trabalhos…
Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
Por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta da alegria,
E a alegria jorra dela para dentro do corpo
E o dono dele fica feliz.
E quando o pássaro lhe abre
A gaveta da raiva,
A raiva escorre de dentro dela e
Domina-o totalmente.
E até que o pássaro
Volte a fechar a gaveta
Ele não pára de se zangar.
E quando o pássaro está de mau humor abre gavetas que dão mal-estar.
E quando o pássaro está de bom humor escolhe gavetas que fazem bem.
E o mais importante - é escutar logo o pássaro.
Pois acontece o pássaro da alma chamar por nós, e nós não o ouvirmos.
É pena. Ele quer falar-nos de nós próprios.
Quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas
Dentro de nós.
Há quem o ouça muitas vezes,
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.
Por isso vale a pena
Talvez tarde pela noite, quando o silêncio nos rodeia,
Escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo do corpo.


Michal Snunit
Naama Golomb (il.)
Edições Vega 2005

domingo, 24 de dezembro de 2006

129 - É Natal















Josefa de Óbidos, 1630 - 1684

Natividade
c. 1650-60, óleo sobre cobre
21 x 16 cm
Colecção particular
Porto, Portugal
http://www.uc.pt/artes/6spp/josefa_de_obidos.html

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

128 - músicas da minha vida I
















L'absence

C'est un volet qui bat
C'est une déchirure légère
Sur le drap où naguère
Tu as posé ton bras
Cependant qu'en bas
La rue parle toute seule
Quelqu'un vend des mandarines
Une dame bleu-marine
Promène sa filleule
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même

C'est une nuit qui tombe
C'est une poésie aussi
Où passaient les colombes
Un soir de jalousie
Un livre est ouvert
Tu as touché cette page
Tu avais fêlé ce verre
Au retour d'un grand voyage
Il reste les bagages
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même

C'est un volet qui bat
C'est sur un agenda, la croix
D'un ancien rendez-vous
Où l'on se disait vous
Les vases sont vides
Où l'on mettait les bouquets
Et le miroir prend des rides
Où le passé fait le guet
J'entends le bruit d'un pas
L'absence, la voilà

L'absence

D'un enfant, d'un amour
L'absence est la même
Quand on a dit je t'aime
Un jour...
Le silence est le même

Serge Reggiani

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

127 - Era tarde demais...




















Estrela da Tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amorMinha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amorEu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.

José Carlos Ary dos Santos

126 - Questões de perspectivas




















Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo para se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para a sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

125 - Aos amigos




















Minha Árvore De Natal

Quisera, Senhor, neste NataL
armar uma árvore dentro de meu coração,
e nela pendurar em vez de presentes,
os nomes de todos meus amigos.

Os meus amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo a cada dia e os que raramente vejo.
Os sempre lembrados e os às vezes esquecidos.
Aqueles a quem eu conheço profundamente,
e aqueles que não são muito conhecidos,
a não ser nas aparências.
Os constantes e os inconstantes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer magoei
e os que sem querer me magoaram.
Os que pouco me devem e aqueles a quem devo muito.
Meus amigos jovens e velhinhos,
não esquecendo
também das criancinhas,
ternas amiguinhas,
os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Aqueles que eu conheço, sem me conhecerem,
aqueles que me conhecem, sem que eu os conheça,
que me admiram e estimam sem eu saber
e os que admiro e estimo sem lhes dar a entender.....
Uma árvore de raízes profundas
para que os seus nomes nunca sejam arrancados do meu coração,
seus ramos muito extensos,
para receberem outros ramos.
Sua sombra muito agradável para que nossa amizade
seja um momento de repouso
em nossas horas difíceis da vida!!!

Feliz Natal.


terça-feira, 12 de dezembro de 2006

124 - alguém me diga por favor
















Ao Crepúsculo - Onde é que está o meu Amor?


O tempo parou
E nada mudou
E a noite caiu
E a lua sorriu
E o fogo acendeu
E a porta bateu
E o tempo passou
E o amor não voltou

Onde é que está o meu amor
O meu amor onde é que foi
Alguém me diga por favor
Onde é que foi o meu amor
Amor, amor, amor, amor
Onde é que está o meu amor
O meu amor, o meu amor
O meu amor onde é que foi
E o amor não voltou

E o tempo passou
E a porta bateu
E o fogo acendeu
E a lua sorriu
E a noite caiu
E nada mudou
E o tempo parou

Autor: Pedro Ayres Magalhães

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

123 - Mas é que faz muito sentido














Estou além


Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

sábado, 2 de dezembro de 2006

122- Por agora, sinto-me assim
















Começar de novo
(Ivan Lins e Victor Martins)

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as suas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem suas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

121 - Leituras de Outubro e Novembro



  • Os Intelectuais na Idade Média - Jacques Le Goff publicado por Ideias e formas

Leitura muito antiga, dos tempos da Universidade que nunca tinho sido acabada. Interessante, mas que exigia uma cultura geral que à altura não tinha... Impressionante ter sido recomendada como leitura a gente das ciências...



  • Mau tempo no Canal - Vitorino Nemésio da Bertrand

Outra leitura em atraso e que não tinha acabado há muitos anos atrás. História lindíssima e com belíssimos relatos que, felizmente, ficaram para a posteridade. Uma caça à baleia, um relato das festas do Santo Espírito, um cena na taberna e tantas outras sobre amores proibidos e/ou não realizados.



  • O Diário de Anne Frank - Versão definitiva editada pelos livros do Brasil

Após a visita ao anexo em Amesterdão era imprescindível a releitura. Sem palavras, que emoção, que grande emoção ter tido o privilégio de ter lá estado...



DOMINGO, 13 DE DEZEMBRO DE 1942

Querida Kitty,
Estou aqui sentada, muito confortável, no escritório da frente, a espreitar por uma fenda nas cortinas pesadas. Está a anoitecer, li mas há luz suficiente para escrever.
É realmente estranho observar as pessoas a passarem. Parecem estar todas com tanta pressa que quase tropeçam nos seus próprios pés. Os que vão de bicicleta passam tão depressa que nem consigo distinguir-lhes os rostos. As pessoas desta zona não são particularmente atraentes. As crianças, principalmente; são tão sujas que não lhes tocaria nem com um par de tenazes... Verdadeiros miúdos dos bairros de lata, todos ranhosos. Mal consigo perceber uma palavra daquilo que dizem.
Ontem à tarde, quando Margot e eu estávamos a tomar banho, eu disse:
- E se pegássemos numa cana de pesca e puxássemos cada um destes miúdos para dentro quando fossem a passar, os enfiássemos na banheira, lhes lavássemos e remendássemos as roupas, e depois...
- E depois amanhã estariam tão sujos e esfarrapados como antes - respondeu Margot.
- Mas estou a divagar. Há também outras coisas para onde olhar: carros, barcos e a chuva. Consigo ouvir o eléctrico e as crianças e entretenho-me.
Os nossos pensamentos estão sujeitos a tão poucas alterações como nós. São como um carrossel, girando entre os judeus e a comida, a comida e a política. Por falar em judeus, ontem vi dois, quando estava a espreitar pelas cortinas. Senti-me como se estivesse a olhar para uma das Sete Maravilhas do Mundo. Tive uma sensa­ção tão estranha, como se os tivesse denunciado às autoridades e estivesse agora a espiar o seu infortúnio.
Do outro lado da estrada há uma casa-barco. O capitão vive lá, com a mulher e os filhos. Tem um pequeno cão que se farta de ladrar. Conhecemos o cãozinho apenas pelo ladrar e pela cauda, que se consegue ver quando ele anda a correr no convés. Oh, que pena, começou a chover e a maior parte das pessoas está escondida debaixo dos chapéus-de-chuva. Só consigo ver gabardinas e, de vez em quando, a parte de trás de uma cabeça coberta. Na verdade, nem preciso de olhar muito. Já consigo reconhecer as mulheres apenas com um olhar: gordas por causa de comerem muitas batatas, vestidas com um casaco vermelho ou verde e calçando sapatos gastos, com um saco de compras pendurado no braço, e expressões que são severas ou bem-humoradas, dependendo do estado de espírito dos maridos.

Tua, Anne